Audição dos peixes

Pode-se dizer que o aparelho auditivo dos peixes é bastante rudimentar, uma vez que não comporta os ouvidos médio e externo, na verdade, inúteis na água. Os peixes também não têm trompa nem órgão de Corti. Seu aparelho auditivo dispõe apenas de dois ouvidos internos alojados na espessura da pega lateral do crânio e conectados com o nervo auditivo.

Pode-se dizer que o aparelho auditivo dos peixes é bastante rudimentar, uma vez que não comporta os ouvidos médio e externo, na verdade, inúteis na água. Os peixes também não têm trompa nem órgão de Corti. Seu aparelho auditivo dispõe apenas de dois ouvidos internos alojados na espessura da pega lateral do crânio e conectados com o nervo auditivo. Os peixes ouvem sons que variam de 30 a 3 mil vibrações por segundo (o homem até 30 mil). Eles percebem, sobretudo, os sons graves. Na prática, os ruídos exteriores ao meio aquático pouco chegam aos peixes. Por outro lado, na água, os sons chegam a eles com muita facilidade. Até porque, graças à sua densidade, a água transmite as vibrações sonoras com muito mais eficiência.
    Vale destacar que o peixe percebe certas vibrações de pouca intensidade através da linha lateral, o órgão do sentido vibratório que tem ouvido e tato e que se estende do opérculo até a base da cauda. Localizada nos dois lados, entre o dorso e o ventre, essa linha é constituída por várias fossas. Cada uma delas é um orifício que atravessa a escama e de onde os peixes captam os estímulos externos, processados por uma fina rede de receptores sensoriais. Assim, o peixe se revela extremamente sensível às vibrações, ainda mais vivendo na água, um meio de transmissão intensa. Por isso, é que não se deve correr no barranco, mas sim andar de maneira suave, não fazer movimentos bruscos na água e nem barulho com o barco, pois um pequeno golpe poderá representar um grande barulho. Até mesmo o ato de remar deve ser cercado de cuidados, nunca batendo o remo na água nem tampouco na borda do barco.
    Apenas para ilustrar: em algumas espécies observa-se uma relação entre o ouvido interno e a bexiga natatória. O contato entre eles se dá através de um sistema de pequenos ossos. Neste caso, a bexiga passa a ter também uma função auditiva. Esta relação exerce influência direta na questão orientação/equilíbrio.

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