5 – Instalações e local para piscicultura

A escolha do local para as instalações da aqüicultura , é de fundamental importância. Bem como pode ser considerado o processo mais dinâmico juntamente com a definição do objetivo da cultura.

Os viveiros podem ter diversas finalidades, como reprodução, alevinagem, e engorda, mas, sem duvida sua construção trata se da etapa mais onerosa de todo o processo de implantação das culturas.

Escolha do Local
O local escolhido para construção dos viveiros deva atender a algumas exigências que viabilizem o empreendimento. O primeiro fator é o custo da terra e se esta poderia ser utilizada para outras atividades mais rentáveis. A qualidade e a quantidade água disponíveis para o projeto é outro fator determinante na escolha do local, levando-se em consideração, aspectos de avaliação quantitativa e qualitativa, como vazão para engorda em torno de 10 l/segundo/ha. Determinando o sistema de cultivo e as características físicas e químicas da água.

Os tanques podem ser de terra (escavados ou com levantamento de barragens) e de alvenaria. Devem apresentar condições próximas as naturais dos peixes. Nos tanques escavados as paredes devem apresentar inclinação de 45o e as bordas devem ser grossos para evitar desmoronamento.

Para o sistema semi-intensivo, os viveiros são semi-escavados na terra, seguindo-se uma boa compactação do fundo e dos tanques. Deve-se prever a limpeza superficial da área, com eliminação de tocos, pedras e camada vegetal, antes do estaqueamento para marcação dos viveiros.

Na criação intensiva os viveiros são escavados, dando-se preferência a solos com declive de até 5% (ótimo de 0,2 a 1,0%) não sendo aconselháveis terrenos com mais de 12% de declividade pois se tornam necessárias medidas de segurança como curvas de nível, cordões verdes, etc., para evitar erosão e assoreamento.

No sistema superintensivo os tanques não devem exceder os 400 m2, podendo ser gaiolas flutuantes ou tanques de concreto.

Quanto ao tipo de solo, de modo geral, são preferenciais aqueles que não permitem infiltrações excessivas, ou seja, solo não permeável, para que não haja perda de água. Os solos excessivamente argilosos, não são ideais, devido ao encharcamento compactação e rachamento; podendo ser utilizados com restrições.

Derivação
A derivação das águas deverá ser do tipo individual e paralela, ou seja, a água que entra em viveiro é, posteriormente eliminada, sem que esta seja aproveitada em outro viveiro subseqüente.

Dimensões
O tamanho dos viveiros deverá ser calculado de acordo com a natureza de cada projeto, em função do sistema de cultivo e topografia do terreno. Viveiros de grande porte são recomendados para obtenção de bons resultados, os com áreas entre 1000 e 5000 m2 são os mais utilizados em projetos de natureza comercial. A forma retangular é a mais adequada para o manejo, na proporção máxima de 3:1 (comprimento: largura).

Profundidade
A contar da lâmina d’água até o fundo do viveiro, a profundidade deverá ser de 1,00m no ponto de abastecimento e declinar até 1,50m no ponto de drenagem. Deve-se prever, no mínimo 30 cm de porção emersa nos taludes.

Sistema de abastecimento
O transporte da água dos viveiros poderá ser efetuado por canalizações fechadas ou a céu aberto, através de canais escavados na terra, revestidos ou não com lonas plásticas ou, também , através de canais construídos em alvenaria.

Vertedouros
A água deverá abastecer os viveiros, na sua porção superficial, através de canos posicionados ao meio do talude, a uma altura mínima de 30 cm acima da lamina d’água. O controle da quantidade de água poderá ser efetuado através de registros de gaveta ou por caixas tipo comporta.

Sistema de drenagem
Comporta tipo monge
Construída em concreto ou alvenaria e instalada no meio da porção final do viveiro. Tal aparato irá contribuir para regular a altura d’água no viveiro, possibilitando a drenagem constante na porção inferior, sem prejudicar o nível de profundidade.

Para facilitar o manejo durante a drenagem total dos viveiros, deve-se construir um platô de drenagem (calçada de concreto com 7 cm de espessura instalada à frente do monge).

Canal de drenagem
O cano de descarga do monge deverá atravessar o talude na sua porção inferior, despejando a água da drenagem em um canal, que irá conduzi-la para um ponto de despejo em nível inferior dos viveiros, deverá ser escavado na terra e protegido, nos pontos de drenagem, por revestimento em concreto.

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